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  • Quem tem medo de PNL?

  • Amor HOMEM-MULHER

  • EU quero ser Eu

  • O contraste

  • Cultura emocional! As histórias se repetem...

  • CULTURA EMOCIONAL – a alma dos sistemas empresariais

  • PNL no Alinhamento Empresarial

  • A importância do desenvolvimento pessoal dentro das instituições

  • A Aprendizagem Prática

       Quem tem medo de PNL?

 

       Muito se fala de PNL – Programação Neurolinguística, porém poucos realmente sabem sobre ela! Aqueles que não sabem, entre estes profissionais de várias áreas de atuação, a definem como mágica, enganação, charlatanismo ou auto-ajuda, sendo este último rótulo oriundo de vários livros escritos que “dizem” ser de PNL, porém não tratam do assunto e quando tratam, é totalmente superficial. Inclusive existem pessoas que dão cursos usando o tema “PNL”, alguns sem terem sequer passado por qualquer formação (é bom exigir a certificação do profissional antes firmar contrato), que se intitulando autodidatas utilizam regras retóricas e exercícios que nada tem haver com “PNL”, tais como exposições a pressão, humilhação e até “andar em brasas...” uhi!

        PNL é uma metodologia que visa o estudo da subjetividade humana, sendo oriunda de várias escolas tais como: Gestalt terapia, Cibernética, Teoria dos sistemas, Terapia familiar sistêmica e Terapia Ericksoniana . Considerando que a grande maioria dos aspectos do funcionamento humano com relação à comunicação, relacionamentos, competências, crenças, valores, conhecimento, memória, auto-imagem, liderança, criatividade, entre outros são subjetivos, a utilização desta metodologia é bastante ampla e recheada de pragmatismo.

        A PNL não foca o hardware (cérebro), mas sim o software (mente). Os programas mentais são a matéria prima para o trabalho com PNL, ou seja, o conjunto de aprendizagem (registros mentais) herdadas ou geradas ao longo da vida do indivíduo que determinam sua forma de pensar e agir. Quando estes registros mentais são responsáveis por limitações em contextos de vida pessoal ou profissional, a PNL disponibiliza um instrumental bastante valioso e prático, possibilitando a reorganização daqueles registros e conseqüentes novas escolhas.

        Então, quem tem medo da PNL? Os mesmos que tem medo do bicho-papão que por ignorância ou informação truncada não tem coragem de encarar o “BICHO”!

 

        Amor HOMEM-MULHER

 

       Muitos filmes e livros já exploraram e exploram ao extremo o tema sobre o amor entre um homem e uma mulher, com muitos dramas, aventuras e romances. Na grande maioria das vezes o final é o esperado e desejado por todos, como uma metáfora de satisfação dos próprios anseios. O que pouco se mostra e a real complexidade de definir ao certo o que é este amor, pois em muitas das relações entre homem e mulher se apresentam questões que justificam eles se sentirem atraídos um pelo outro ou ligados um no outro e, nem sempre, poderia se rotular esses movimentos como “verdadeiro amor”, mas sim de dependência, projeção, fantasia ou qualquer outro rótulo. Porém, caso tivéssemos que denominar esses movimentos de amor, então, quem sabe, teríamos uma lista de possíveis tipos de amor, por exemplo:

 

  • Amor segurança: movimento que faz com que o sentimento de estar seguro mantenha um ligado ao outro, em muitas ocasiões envolvendo questões financeiras.

  • Amor reconhecimento: movimento que traz a sensação de reconhecimento vindo do outro ou do meio que se está inserido, muitas vezes envolvendo questões de status social ou profissional.

  • Amor auto-estima: movimento que traz sensação de autovalorização pela conquista de um companheiro ou companheira com prioridade a beleza física ou desenvolvimento intelectual.

  • Amor maternal: movimento que faz um homem procurar em sua companheira a representação da própria mãe ou uma mulher procurar a representação de um filho.

  • Amor paternal: movimento que faz uma mulher procurar em seu companheiro a representação do próprio pai ou um homem procurar a representação de uma filha.

  • Amor familiar: movimento que faz com que a estrutura familiar presente na família do outro seja o principal atrativo para a manutenção da relação.

  • Amor fraternal: movimento que faz um buscar no outro a representação de um irmão ou irmã.

  • Amor flagelação: movimento que faz um buscar no outro um perfil violento, problemático, doente ou desrespeitoso.

  • Amor complemento: a busca do complementar energético masculino versus feminino e o conseqüente movimento de constituição familiar e geração de filhos. Um macho realmente buscando uma fêmea e vice-versa.

        Quem sabe, poderíamos incluir ainda nesta lista outros tipos. Você mesmo já pode ter pensado em outras opções possíveis, enquanto lia, alem destas listadas, não é?. Mas acredito que os tipos de movimentos mais comuns já foram citados. Cabe deixar claro que quando pessoas estão envolvidas em qualquer um destes tipos, nem sempre elas tem consciência disto, pois esses movimentos estão diretamente ligados a crenças e valores desta pessoa, muitas delas geradas e/ou herdadas do meio familiar e não percebidas conscientemente.

 

        Estes tipos de “amor” não são exclusivos em um relacionamento, ou seja, podem aparecer mais de um tipo em um dos parceiros ou o mesmo tipo em ambos.

 

        Para chacoalhar um pouco mais este assunto, vamos focar alguns aspectos sistêmicos que de fato fazem uma relação homem-mulher perdurar ou não. Primeiro, o que mantém uma relação entre homem-mulher duradoura e estável e o principio do equilíbrio entre o dar x receber. Em relacionamentos quando um dos parceiros “dá” algo ao outro, seja o que for e como for, gera o senso de compensação no outro, que automaticamente será mobilizado a fazer algo para equilibrar a relação. Isso pode envolver carinho, afeto, agressão ou desrespeito, não importa, o que mantém ambos juntos é à busca da manutenção do equilíbrio de ações. Por isso que qualquer um dos tipos de “amor” listados acima pode perdurar no relacionamento por longos períodos, desde que ambos recebam algo que precisam na mesma proporção que dão o que o outro precisa. Segundo, em uma relação verdadeiramente envolvendo homem-mulher haverá entrega, ou seja, a disposição de estar na relação de corpo e alma, aceitar a condição de abrir mão de sua juventude pelo outro, como se afirmasse para si mesmo: encontrei a pessoa certa para mim (“hum”! Aqui quem sabe estejamos perto do que seria realmente amor? Será?). Esta entrega vai muito alem do corpo (sexualidade), pois também envolve a conexão de almas (transcendência). Porem quando esta entrega esta presente no relacionamento ela exige que seja feita por ambos os parceiros, pois caso seja feita por um só parceiro, o principio do equilíbrio entre dar x receber será violado e assim, esta relação não perdurará por muito tempo, a não ser que o parceiro que se entrega receba “algo” do outro tão importante e necessário para ele que possa manter o equilíbrio.

 

        Em relacionamentos que se apresenta real entrega somente de um dos parceiros, sem reciprocidade, a permanência desta relação por longos períodos é muito difícil. Retomando nossa lista de tipos de “amor”, um dos únicos tipos presentes que permitem a real entrega é o do amor complementar, onde o homem e a mulher se olham literalmente como tal.

 

        Diante de tais colocações, o que você conclui que é o verdadeiro amor entre homem-mulher? Caso você esteja em um relacionamento, quais dos tipos você percebe que podem estar presentes? Caso esteja buscando um novo relacionamento, como você quer que ele seja?

 

        Quem sabe, o que realmente possa ser importante você se perguntar é: eu estou feliz? Estou completo em minha satisfação? Caso a resposta seja afirmativa, pouco importa o tipo de amor que vocês praticam, o que importa e aproveitar e dar continuidade enquanto for benéfico e satisfatório para ambos. O amor mais importante é o que está presente e gera felicidade, reafirmando o “eterno enquanto dure” de Vinicius de Moraes. Caso a resposta não seja afirmativa.... bom, aí você decide!

 

EU quero ser Eu

 

        Quando criança, não muito diferente de outras famílias, se ouvia:

- O que você vai ser quando crescer?

Um dia você vai ser alguém na vida, meu filho!

- Para ser feliz a gente deve ser alguém na vida!

 

        O reforço da sociedade e do marketing consumista ajudam esta busca do "ser" se solidificar, através de:

...seja o melhor fumando Eltabaco! ...

...Um modelo de carro que vai tornar você alguém especial!...

...Isto vai tornar você VIP...!

       Tudo direcionando para a busca de ser alguém especial, reconhecido, valorizado, com muito dinheiro e conseqüentemente feliz. Já ouviu esta história? Você continua acreditando nela? Como milhões de pessoas neste planeta? É muito provável que sim. A não ser que você seja um dos poucos “privilegiados” que são muito conhecidos, ricos e que podem comprar o que bem quiserem. Estes conseguiram chegar no topo e, como dizem, "são alguém na vida". Porém, estes mesmos podem já ter percebido algo interessante, obviamente aqueles que se permitem, eles continuam a sentir coisas que possivelmente acreditaram que não sentiriam mais, tais como, vazio, tristeza, ansiedade, hiperatividade, medos, ciúmes, raiva, entre outros. Será que a regra de ser alguém na vida e obter a felicidade não funcionou para eles? Por que os consultórios de psicologia, psicoterapia e terapias alternativas estão abarrotados de pessoas de classes mais altas? Por que o consumo de drogas é maior nas classes média alta e alta? Como o índice de suicídios e separações é maior em países com altíssima renda per capita? Como é possível este contra-senso? O que será que estas pessoas continuam buscando? O que terá que ser ainda comprado ou conquistado para se sentirem alguém na vida e felizes? O próximo milhão? Ou será o próximo título ou certificado? A próxima nomeação? Ou ainda o próximo relacionamento? Quem sabe seja a próxima plástica?Em contrapartida os ditos “pobres” aparentemente não tem as mesmas dificuldades? O que difere estes daqueles que “chegaram ao topo” ? Como dizia um mestre hindu: aqueles que tem pobreza externa não conseguem encarar a pobreza interna, falta contraste.

 

EDSON CHAERKI

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